O mahjong: um jogo de estratégia apaixonante
144 peças, quatro jogadores e uma combinação a reunir antes dos outros.
Um jogo chinês do século XIX
O mahjong surge na China em meados do século XIX. Chega ao Ocidente nos anos 1920, onde se torna uma verdadeira moda, e instala-se duradouramente em vários países da Ásia, onde continua hoje a ser um jogo de mesa muito praticado.
Não confundir com o «mahjong solitário» dos computadores, em que se retiram pares de peças empilhadas: esse é um jogo de paciência inventado muito mais tarde, que do mahjong só aproveita as peças.
O que há na caixa
Um jogo completo tem 144 peças, repartidas por três famílias numeradas de 1 a 9 (bambus, círculos e caracteres), às quais se juntam as honras — os ventos e os dragões — e, consoante os jogos, peças de flores e de estações.
O princípio
Cada jogador constrói a sua mão tirando e descartando uma peça por jogada. O objetivo é reunir uma combinação completa — em geral quatro grupos de três peças e um par — antes dos outros três jogadores.
O jogo mistura portanto três coisas ao mesmo tempo: a tática (que combinação procurar com a mão recebida), o cálculo (que peças continuam disponíveis) e uma boa dose de leitura dos adversários — aquilo que um jogador descarta diz muito sobre o que está a tentar reunir.
Atenção às regras: há várias
É a particularidade do mahjong: não existe uma regra única. As regras chinesas, de Hong Kong, japonesas ou americanas diferem na contagem dos pontos e nas combinações permitidas, por vezes de forma marcada. Mais vale acordar uma variante antes de começar — a mecânica de base, essa, é a mesma em todo o lado.
Perguntas frequentes
Quantos jogadores?
4 jogadores.
É difícil de aprender?
A mecânica percebe-se numa partida. O que leva tempo é reconhecer depressa as combinações e memorizar o que já saiu.
Pode jogar-se a menos de quatro?
Algumas variantes permitem-no a três, mas o jogo foi feito para quatro — e é a quatro que dá o melhor de si.
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